Há poucos estudos sobre o uso de vibradores em homens. Um inquérito representativo a nível nacional nos EUA concluiu que quatro em cada dez homens heterossexuais já tinham usado um vibrador alguma vez, quase sempre no contexto de relações sexuais com uma parceira.
A principal limitação
São inquéritos e uma revisão narrativa, não ensaios. As amostras são de um único país, e os dois inquéritos pedem dados sobre o uso ao longo da vida, sem dizer para que se usou nem com que resultado.
Na prática
Os dados mostram que uma parte importante dos homens já usou vibradores, mas não dizem se servem para algum problema de saúde.
Que tipo de estudos há
Descritivos ou de especialistas 3
Classificamos cada estudo pelo seu desenho. Uma síntese de muitos estudos ou um ensaio aleatorizado permite conclusões mais sólidas do que um inquérito ou uma opinião de especialistas. O desenho não diz se um resultado é bom ou mau.
O que dizem os estudos no seu conjunto
Há poucos estudos sobre o uso de vibradores em homens. Um inquérito representativo a nível nacional nos EUA concluiu que quatro em cada dez homens heterossexuais já tinham usado um vibrador alguma vez, quase sempre no contexto de relações sexuais com uma parceira.
Num inquérito a homens gays e bissexuais norte-americanos, cerca de metade tinha usado vibradores e a maioria tinha usado pelo menos um tipo de brinquedo sexual.
Sobre os homens com disfunção sexual, uma revisão da literatura assinala que a evidência científica sobre o uso de auxiliares sexuais, como vibradores ou lubrificantes, é limitada.
Onde não há acordo
Não há discrepâncias entre estes estudos, mas também não há muitos: os dois inquéritos descrevem hábitos de grupos diferentes e a revisão diz que falta evidência sobre a sua utilidade clínica.
Limites da evidência
São inquéritos e uma revisão narrativa, não ensaios. As amostras são de um único país, e os dois inquéritos pedem dados sobre o uso ao longo da vida, sem dizer para que se usou nem com que resultado.
Os estudos, um a um
Reunimos 3 estudos verificados. Cada resumo é nosso; a citação entre aspas é literal do resumo original, em inglês.
O que encontraram: Um inquérito representativo a nível nacional nos EUA concluiu que 43,8 % dos homens heterossexuais já tinham usado um vibrador alguma vez, quase sempre no contexto de relações sexuais com uma parceira. (Reece et al., 2010)
População Homens heterossexuais adultos nos EUA (amostra representativa a nível nacional)RevistaJ Sex Marital Ther
Citação literal do resumo original (em inglês)
“43.8% reporting use of a vibrator at some point in their lives” Reece et al., 2010
O que encontraram: 49,6 % dos homens gays e bissexuais inquiridos tinham usado vibradores. (Rosenberger et al., 2012)
População Homens gays e bissexuais dos EUARevistaArch Sex Behav
Citação literal do resumo original (em inglês)
“A majority (78.5%) of gay and bisexually identified men reported having used at least one type of sex toy, including dildos (62.1%), non-vibrating cock rings (51.9%), vibrators (49.6%), butt plugs (34.0%), masturbation sleeves (27.9%), and anal beads or balls (19.3%).” Rosenberger et al., 2012
O que encontraram: Uma revisão da literatura assinala que a evidência científica sobre o uso de auxiliares sexuais (como vibradores ou lubrificantes) em homens com disfunção sexual é limitada. (Miranda et al., 2019)
População Homens com disfunção sexual (revisão narrativa)RevistaJ Sex Med
Citação literal do resumo original (em inglês)
“the scientific literature assessing their application in men with sexual dysfunction is limited” Miranda et al., 2019