O que diz a ciência sobre a segurança dos brinquedos anais

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Última revisão: Redação e revisão: Equipa Loviux. 5 estudos

Confrontamos cada resumo com o resumo (abstract) original do estudo: a citação é literal e os números coincidem. Como verificamos a informação

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Se tiver dores ou desconforto, consulte um profissional de saúde.

Nesta página
  1. Em 30 segundos
  2. O que dizem os estudos no seu conjunto
  3. Onde não há acordo
  4. Limites da evidência
  5. Os estudos, um a um
  6. O que significa na prática
  7. Outros temas da biblioteca

Em 30 segundos

O que dizem os estudos
Os estudos sobre este tema saem dos serviços de urgência: descrevem os casos em que algo corre mal, não o uso habitual.
A principal limitação
Só contam quem chega ao hospital com um problema, pelo que não se pode calcular o risco real.
Na prática
Os casos descritos são sobretudo objetos que ficaram retidos e, entre os mais frequentes, há objetos de vidro, que não foram concebidos para este uso.

Que tipo de estudos há

  • Sínteses de estudos 1
  • Observacionais 2
  • Descritivos ou de especialistas 2

Classificamos cada estudo pelo seu desenho. Uma síntese de muitos estudos ou um ensaio aleatorizado permite conclusões mais sólidas do que um inquérito ou uma opinião de especialistas. O desenho não diz se um resultado é bom ou mau.

O que dizem os estudos no seu conjunto

Os estudos sobre este tema saem dos serviços de urgência: descrevem os casos em que algo corre mal, não o uso habitual.

Uma revisão sistemática de 54 artigos sobre corpos estranhos retais autoinseridos concluiu que a motivação mais frequente era a estimulação sexual e que os objetos mais habituais eram dispositivos sexuais e objetos de vidro.

Nos dados de urgência dos EUA entre 2012 e 2021, mais de metade dos casos eram dispositivos sexuais e quatro em cada dez doentes precisaram de internamento hospitalar.

As séries de casos de hospitais coincidem: numa série de 21 doentes, a causa foi uma preferência sexual na maioria e, noutra, de 10 doentes, todos eram homens e todos acabaram por admitir a autoinserção, mas só um deu uma história exata à admissão.

Nos dados nacionais da Suécia, a incidência aumentou, sobretudo em homens, e no registo local houve um excesso de brinquedos sexuais que levaram a uma laparotomia e a um estoma.

Onde não há acordo

Não há desacordo de fundo entre estes estudos; o que muda é o tipo de objeto e a gravidade. Nenhum compara objetos seguros e inseguros nem diz com que frequência o problema ocorre entre todas as pessoas que praticam sexo anal.

Limites da evidência

Só contam quem chega ao hospital com um problema, pelo que não se pode calcular o risco real. As séries são pequenas e de um único centro, e o pudor atrasa a consulta e pode distorcer o que os doentes contam.

Os estudos, um a um

Reunimos 5 estudos verificados. Cada resumo é nosso; a citação entre aspas é literal do resumo original, em inglês.

Índice (7)
Tipo de estudo: Revisão sistemática2020

Foreign rectal body - Systematic review and meta-analysis.

O que encontraram: Uma revisão sistemática de 54 artigos sobre corpos estranhos retais autoinseridos concluiu que a motivação mais frequente era a estimulação sexual e que os objetos mais frequentes eram dispositivos sexuais (35,7 %) e objetos de vidro (17,5 %). (Ploner et al., 2020)

População Doentes com corpos estranhos retais, sobretudo homens jovens Revista Acta Gastroenterol Belg

Citação literal do resumo original (em inglês)

“Sexual devices (35.7%, n=108) and glass objects (17.5%, n=53) are the most commonly self-inserted rectal foreign bodies.” Ploner et al., 2020

Consulte o original: PubMed · PubMed

Tipo de estudo: Estudo observacionalAmostra n = 8852023

Epidemiology and healthcare utilization for rectal foreign bodies in United States adults, 2012-2021.

O que encontraram: Nas urgências dos EUA (2012-2021), de 885 casos de corpos estranhos retais, 55,4 % eram dispositivos sexuais e 40,8 % necessitaram de hospitalização. (Loria et al., 2023)

População Adultos com 15 anos ou mais atendidos nas urgências dos EUA Revista Am J Emerg Med

Citação literal do resumo original (em inglês)

“55.4% of foreign bodies were sexual devices, and 40.8% required hospitalization” Loria et al., 2023

Consulte o original: DOI · PubMed

Tipo de estudo: Estudo observacional2019

Retained sex toys: an increasing and possibly preventable medical condition.

O que encontraram: Nos dados nacionais suecos, a incidência de corpos estranhos retais aumentou, sobretudo em homens, e no registo local houve sobrerrepresentação de brinquedos sexuais que levaram a laparotomia e estoma. (Dahlberg et al., 2019)

População Doentes com corpo estranho no ânus e no reto na Suécia Revista Int J Colorectal Dis

Citação literal do resumo original (em inglês)

“in our local register there was an overrepresentation of sex toys leading to laparotomy and stoma” Dahlberg et al., 2019

Consulte o original: DOI · PubMed

Tipo de estudo: Série de casos hospitalaresAmostra n = 212023

Surgical management of rectal foreign bodies: A single-center experience.

O que encontraram: Em 21 doentes hospitalizados por corpos estranhos retais num centro, as preferências sexuais foram a causa em 15 (71,4 %). (Bisgin et al., 2023)

População Doentes hospitalizados por corpos estranhos retais (81 % homens) Revista Ulus Travma Acil Cerrahi Derg

Citação literal do resumo original (em inglês)

“Sexual prefer-ences were the reason for RFB in 15 (71.4%) patients.” Bisgin et al., 2023

Consulte o original: DOI · PubMed

Tipo de estudo: Série de casos hospitalaresAmostra n = 102017

A Management Algorithm for Retained Rectal Foreign Bodies.

O que encontraram: Em 10 doentes de hospitais de Trinidad e Tobago com corpos estranhos retais retidos, todos eram homens, todos admitiram a autoinserção por gratificação sexual e só um deu uma história exata à admissão. (Cawich et al., 2017)

População Homens com corpos estranhos retais retidos Revista Am J Mens Health

Citação literal do resumo original (em inglês)

“all eventually admitted to self-insertion for sexual gratification” Cawich et al., 2017

Consulte o original: DOI · PubMed

O que significa na prática

  • Os casos descritos são sobretudo objetos que ficaram retidos e, entre os mais frequentes, há objetos de vidro, que não foram concebidos para este uso.
  • Se um objeto ficar retido, ou houver dor ou sangramento, vá às urgências sem esperar e sem tentar extraí-lo com instrumentos.
  • Os estudos descrevem casos com complicações; não permitem dizer que brinquedo concreto é seguro.

Se tiver dores ou desconforto, consulte um profissional de saúde.

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