O que diz a ciência sobre o ponto G

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Última revisão: Redação e revisão: Equipa Loviux. 5 estudos

Confrontamos cada resumo com o resumo (abstract) original do estudo: a citação é literal e os números coincidem. Como verificamos a informação

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Nesta página
  1. Em 30 segundos
  2. O que dizem os estudos no seu conjunto
  3. Onde não há acordo
  4. Limites da evidência
  5. Os estudos, um a um
  6. O que significa na prática
  7. Outros temas da biblioteca

Em 30 segundos

O que dizem os estudos
É um tema em que a ciência está dividida. Uma revisão sistemática conclui que há dados científico-clínicos fiáveis que sustentam a existência de uma estrutura anatómica do ponto G.
A principal limitação
A existência anatómica assenta em estudos pequenos e em revisões desses estudos.
Na prática
Não é preciso localizar um ponto concreto para desfrutar: os estudos não o apresentam como requisito.

Que tipo de estudos há

  • Sínteses de estudos 1
  • Descritivos ou de especialistas 4

Classificamos cada estudo pelo seu desenho. Uma síntese de muitos estudos ou um ensaio aleatorizado permite conclusões mais sólidas do que um inquérito ou uma opinião de especialistas. O desenho não diz se um resultado é bom ou mau.

O que dizem os estudos no seu conjunto

É um tema em que a ciência está dividida. Uma revisão sistemática conclui que há dados científico-clínicos fiáveis que sustentam a existência de uma estrutura anatómica do ponto G.

Outra revisão, sobre a anatomia do clitóris, lembra que a origem do erotismo vaginal pode não se dever apenas à estimulação do clitóris, mas também não o exclui.

Onde há mais acordo é em torno do mito.

Uma norma clínica de ginecologia lembra que faltam dados de alta qualidade que sustentem a eficácia dos procedimentos cirúrgicos genitais cosméticos e, em inquéritos a profissionais de saúde e estudantes de Medicina de Portugal e da Arábia Saudita, a maioria considerou que o «aumento do ponto G» não se justifica por razões médicas.

Uma revisão sobre lesão medular propõe incluir a estimulação da parede vaginal na autoexploração, juntamente com a do clitóris, do colo do útero e dos mamilos.

Onde não há acordo

A divergência está em saber se o ponto G é uma estrutura anatómica própria ou uma zona relacionada com o clitóris. Os estudos aqui reunidos não o resolvem e não há consenso.

Limites da evidência

A existência anatómica assenta em estudos pequenos e em revisões desses estudos. Os inquéritos a profissionais recolhem opiniões, não provas de eficácia, e não há ensaios que comparem técnicas de estimulação.

Os estudos, um a um

Reunimos 5 estudos verificados. Cada resumo é nosso; a citação entre aspas é literal do resumo original, em inglês.

Índice (7)
Tipo de estudo: Revisão sistemática2019

G-Spot Anatomy and its Clinical Significance: A Systematic Review.

O que encontraram: Os dados científico-clínicos fiáveis sustentam a existência de uma estrutura anatómica do ponto G. (Ostrzenski et al., 2019)

População Estudos post mortem e in vivo sobre o ponto G Revista Clin Anat

Citação literal do resumo original (em inglês)

“The findings indicate that there are reliable scientific-clinical data to support the existence of an anatomical G-spot structure.” Ostrzenski et al., 2019

Consulte o original: DOI · PubMed

Tipo de estudo: Norma de orientação clínica2020

Elective Female Genital Cosmetic Surgery: ACOG Committee Opinion Summary, Number 795.

O que encontraram: Não há dados de alta qualidade que sustentem a eficácia dos procedimentos cirúrgicos genitais cosméticos. (Obstet Gynecol, 2020)

População Mulheres que ponderam procedimentos cirúrgicos genitais cosméticos Revista Obstet Gynecol

Citação literal do resumo original (em inglês)

“Women should be informed about the lack of high-quality data that support the effectiveness of genital cosmetic surgical procedures and counseled about their potential complications, including pain, bleeding, infection, scarring, adhesions, altered sensation, dyspareunia, and need for reoperation.” Obstet Gynecol, 2020

Consulte o original: DOI · PubMed

Tipo de estudo: Inquérito (estudo transversal)Amostra n = 6642017

Survey on Aesthetic Vulvovaginal Procedures: What do Portuguese Doctors and Medical Students Think?

O que encontraram: A maioria dos participantes considerou que nunca ou raramente existe motivo médico para realizar um aumento do «ponto G» (71,0 % [409/576]). (Vieira-Baptista et al., 2017)

População Médicos e estudantes de Medicina portugueses Revista Rev Bras Ginecol Obstet

Citação literal do resumo original (em inglês)

“Most participants considered that there is never or there rarely is a medical reason to perform: vulvar whitening (85.9% [502/584]); hymenoplasty (72.0% [437/607]); mons pubis liposuction (71.6% [426/595]); "G-spot" augmentation (71.0% [409/576])” Vieira-Baptista et al., 2017

Consulte o original: DOI · PubMed

Tipo de estudo: Inquérito (estudo transversal)2021

Awareness about Vulvovaginal Aesthetics Procedures among Medical Students and Health Professionals in Saudi Arabia.

O que encontraram: A maioria dos participantes considerou que o aumento do ponto G não se justifica por razões médicas. (Iqbal et al., 2021)

População Profissionais de saúde e estudantes de Medicina da Arábia Saudita Revista Rev Bras Ginecol Obstet

Citação literal do resumo original (em inglês)

“The majority of the participants considered that vaginal rejuvenation, "G-spot" augmentation, clitoral surgery, and hymenoplasty are not justifiable on medical grounds.” Iqbal et al., 2021

Consulte o original: DOI · PubMed

Tipo de estudo: Revisão narrativa2017

Women's Sexual Health and Reproductive Function After SCI.

O que encontraram: A autoexploração em mulheres com lesão medular deveria incluir a estimulação vaginal do ponto G, além da estimulação do clitóris, do colo do útero e dos mamilos. (Courtois et al., 2017)

População Mulheres com lesão medular Revista Top Spinal Cord Inj Rehabil

Citação literal do resumo original (em inglês)

“Self-exploration should include not only clitoral stimulation, but also stimulation of the vagina (G spot), cervix, and nipples conveyed by different innervation sources.” Courtois et al., 2017

Consulte o original: DOI · PubMed

O que significa na prática

  • Não é preciso localizar um ponto concreto para desfrutar: os estudos não o apresentam como requisito.
  • Seja prudente com as promessas de procedimentos de «aumento do ponto G»: as normas clínicas assinalam que faltam dados de qualidade sobre a sua eficácia.
  • A resposta sexual varia muito de pessoa para pessoa, e os dados de um grupo não preveem o que acontecerá consigo.

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